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2604075206305
Corpo no Corpo
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Corpo no Corpo" é uma balada romântica contemporânea que explora a temática da atração irresistível e dos relacionamentos clandestinos sob a ótica da "Realidade" emocional. A obra foca na tensão entre a convenção social e o instinto, utilizando a linguagem corporal como o principal canal de verdade em meio a um mundo de julgamentos. Através de metáforas sobre luz, sombra e silêncio, a letra aborda a vulnerabilidade do indivíduo diante da paixão avassaladora, defendendo o "erro" como uma forma de autenticidade existencial. A composição se destaca por sua carga sensorial, descrevendo a conexão física como uma linguagem que precede e supera o discurso verbal. Letra Limpa: Corpo no Corpo [VERSO 1] A gente nem devia ter cruzado aquele olhar Eu de um lado da vida, você pronta pra voltar Mas tem coisa que acontece sem pedir permissão Quando vê, já virou fogo dentro do coração Teu perfume ficou preso na minha memória Como um erro bonito que não pede desculpa nem história E eu tentando negar, mas já tava escrito em nós Esse amor sussurrado mais alto que a própria voz [PRÉ-REFRÃO] E quando a luz se apaga, o mundo perde o sentido Só teu corpo me encontra no escuro proibido [REFRÃO] Corpo no corpo, vontade que chama, que chama, que chama Amor escondido, mas a pele não engana, não engana, não engana Te puxo devagar, te perco e te acho outra vez Corpo no corpo… por que que a gente é assim? Vem sem medo, deixa o mundo pra depois Se for errado, deixa errar nós dois [VERSO 2] Teus dedos desenhando calma na minha pele Como quem lê um segredo que ninguém mais percebe Você fala meu nome e o tempo se desfaz E tudo que era certo já não vale mais Não é coisa de filme, nem promessa vazia É desejo que cresce no meio da covardia O mundo pode julgar sem saber de nós dois Mas aqui no silêncio, ninguém vem depois [PRÉ-REFRÃO] E quando a luz se apaga, o mundo perde o sentido Só teu corpo me encontra no escuro proibido [REFRÃO] Corpo no corpo, vontade que chama, que chama, que chama Amor escondido, mas a pele não engana, não engana, não engana Te puxo devagar, te perco e te acho outra vez Corpo no corpo… por que que a gente é assim? Vem sem medo, deixa o mundo pra depois Se for errado, deixa errar nós dois [PONTE] Se o certo for te esquecer, eu nem quero acertar Tem erro que é mais bonito que viver sem amar E se o mundo cair por causa desse querer Que caia — eu só não largo você [REFRÃO FINAL] Corpo no corpo, vontade que chama, que chama, que chama Amor escondido, mas a pele não engana, não engana, não engana Te puxo devagar, te perco e te acho outra vez Corpo no corpo… não sei mais viver sem você Vem sem medo, deixa o mundo pra depois Se for errado… eu escolho nós dois [OUTRO] Corpo no corpo Sem ninguém pra julgar Só o que a gente sente E não dá pra negar
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2604075206275
Cleonilda Maria da Penha
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Cleonilda Maria da Penha" é uma composição que explora a estética do "Brega-Pop" para narrar a tragicomédia dos relacionamentos tempestuosos na era da hiper-exposição digital. A obra utiliza o arquétipo do "apaixonado incorrigível" que enfrenta conflitos domésticos e os transforma, involuntariamente, em conteúdo viral para redes sociais. Através de uma linguagem coloquial e referências ao cotidiano das periferias e interiores brasileiros (o "terreiro", o "cheiro de bar", o "vizinho filmando"), a letra aborda a espetacularização da vida privada e a transformação de dramas pessoais em memes e tendências de engajamento, refletindo sobre a tênue linha entre a vida real e a performance digital. Letra Limpa: Cleonilda Maria da Penha [INTRO - Falado] Cheguei com flores. E a Cleonilda já veio... [VERSO 1] Chego torto, cheiro de bar Com buquê tentando agradar Ela olha e já começa E o drama vira peça Joga as rosas no terreiro E aponta o dedo primeiro Eu digo: "calma, meu amor" E já sinto o terror [VERSO 2] Braço forte de quem trabalha E a discussão nunca falha Eu desvio pro lado E já tô desequilibrado Os vizinhos já conhecem E as risadas aparecem Eu caio, mas levanto E continuo no encanto [PRÉ-REFRÃO] Eu apanho, mas continuo Nesse amor meio maluco Levo flor, levo carinho E volto pro mesmo caminho [REFRÃO] Cleonilda Maria da Penha Meu amor que me acompanha Levo flor, levo emoção E volto pro seu coração Ai, ai, ai, Cleonilda paixão Entre briga e reconciliação Cleonilda mexe com a nação E domina meu coração [VERSO 3] Os vizinhos já filmando E eu tentando ir escapando Olho roxo, mas apaixonado E o buquê já preparado O vídeo viralizou E o povo inteiro dançou Com tapa no ar e flor na mão Virou trend da multidão [PONTE] Eu sei que é confusão Mas é pura emoção Entre drama e carinho Eu sigo nesse caminho [REFRÃO FINAL] Cleonilda Maria da Penha Meu amor que não me deixa Entre briga e reconciliação A gente vira sensação Ai, ai, ai, Cleonilda viral Casal mais emocional Levo flor, levo emoção E volto pro seu coração [OUTRO - Falado] Amanhã eu volto... com mais flores.
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2604075206251
Blade Runner no Agreste
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Blade Runner no Agreste" é uma obra de ficção especulativa musical que transporta os conceitos do subgênero Cyberpunk para a iconografia do semiárido brasileiro. A composição estabelece um diálogo entre o clássico cinematográfico de Philip K. Dick/Ridley Scott e a realidade do sertão, substituindo a metrópole chuvosa por um agreste tecnológico onde a "seca" é tanto climática quanto espiritual. Através de metáforas que fundem o chapéu de couro ao implante cibernético, a letra explora a crise de identidade do homem contemporâneo diante da inteligência artificial e da automação, questionando o que define a "verdade" humana — se a biologia ou a capacidade de sentir saudade. Letra Limpa: Blade Runner no Agreste [INTRO - Falado] Eu vi coisas que vocês não acreditariam... Andróides chorando chuva no meio da seca do sertão. [VERSO 1] No agreste futurista, a poeira é de néon Replicantes e vaqueiros, num cenário sem perdão Sou um Blade Runner, com meu chapéu de couro Caçando andróides foragidos, em busca de um tesouro [PRÉ-REFRÃO] O sol se põe no horizonte, um vermelho artificial E a vida dos replicantes é um drama existencial Com a viola na mão e a alma em pedaços Eu busco a humanidade em meio aos meus disfarces [REFRÃO] É Blade Runner no Agreste, a distopia me consome! Entre o real e o sintético, eu perdi meu nome! Que a chuva lave a alma e a poeira do sertão E me traga de volta a minha emoção! [VERSO 2] No bar da beira da estrada, um replicante me olhou Com olhos de quem viu o futuro e se desesperou Ele me perguntou: "O que é ser de verdade?" Eu respondi: "É sentir a dor e a saudade" [PRÉ-REFRÃO] O sol se põe no horizonte, um vermelho artificial E a vida dos replicantes é um drama existencial Com a viola na mão e a alma em pedaços Eu busco a humanidade em meio aos meus disfarces [REFRÃO] É Blade Runner no Agreste, a distopia me consome! Entre o real e o sintético, eu perdi meu nome! Que a chuva lave a alma e a poeira do sertão E me traga de volta a minha emoção! [PONTE] Talvez eu seja um replicante que não sabe quem é Com memórias implantadas e uma falsa fé Mas o pôr do sol no agreste me faz acreditar Que a vida é mais que um código, é um dom de amar [REFRÃO FINAL] É Blade Runner no Agreste, a distopia me consome! Entre o real e o sintético, eu perdi meu nome! Que a chuva lave a alma e a poeira do sertão E me traga de volta a minha emoção! [OUTRO - Falado] Mais humano... que os humanos.
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2604075206176
Amanda Crente no Culto, Rainha no Rolê
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Amanda Crente no Culto, Rainha no Rolê" é uma crônica pop-social que aborda a fragmentação da identidade individual na era das redes sociais. A obra utiliza a figura de "Amanda" para ilustrar o contraste entre a preservação de valores tradicionais/religiosos e a imersão na cultura do entretenimento e do engajamento viral. Através de uma narrativa que intercala o ambiente do templo com o ambiente das festas ("rolês"), a letra explora como o indivíduo moderno gerencia múltiplas facetas de sua personalidade ("versículo no feed" versus "dancinha no beat"), refletindo sobre a fluidez das normas sociais e a onipresença da vigilância digital e do julgamento público. Letra Limpa: Amanda Crente no Culto, Rainha no Rolê [INTRO - Falado] Na igreja ela é pura... Fora dela é aventura. [VERSO 1] Amanda chega no culto comportada Saia longa, Bíblia na mão arrumada Levanta a mão, diz aleluia Todo mundo vê santidade na rua Mas quando o culto termina O celular já ilumina E a Amanda muda o tom E a noite ganha som [VERSO 2] Na igreja é irmã exemplar No rolê começa a dançar Copo de refrigerante na mão Mas a risada entrega a intenção Diz que é só diversão Mas domina a multidão E todo mundo quer saber Qual Amanda vai aparecer [PRÉ-REFRÃO] De manhã, versículo no feed De noite, dancinha no beat Um lado sério, outro também E ninguém entende bem [REFRÃO] Amanda crente no culto, rainha no rolê De dia amém, de noite cadê você? Ela dança e o povo vai atrás E ninguém resiste mais Ai, ai, ai, Amanda do Brasil Santinha no culto, no rolê perfil Amanda gira e chama atenção E bagunça o coração [VERSO 3] Posta frase motivacional Depois aparece no festival Todo mundo tentando entender Qual lado vai vencer Ela some e volta depois E deixa confuso nós dois Mas quando ela começa a dançar O Brasil inteiro quer copiar [PONTE] Amanda muda de clima Mas sempre domina Entre o culto e o rolê Todo mundo quer saber [REFRÃO FINAL] Amanda crente no culto, rainha no rolê Um sorriso e pronto você vê Ela dança e o chão treme E todo mundo entra no meme Ai, ai, ai, fenômeno nacional Amanda virou viral Entre o amém e o vem Ela domina também [OUTRO - Falado] Amanda... Amém... Ou "depois do amém"?
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2604075206145
Schopenhauer no Engarrafamento (O Pêndulo da Embreagem)
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Schopenhauer no Engarrafamento (O Pêndulo da Embreagem)" utiliza a estética da "Sofrência Sertaneja" para ilustrar o pessimismo metafísico de Arthur Schopenhauer no contexto da mobilidade urbana. A obra faz uma analogia direta entre a teoria schopenhaueriana — que define a vida como um pêndulo que oscila entre o sofrimento (o desejo não realizado) e o tédio (a satisfação alcançada) — e o esforço físico e mental de conduzir um veículo em um congestionamento. Através de termos como "vontade cega e irracional", "negação da vontade" e "nirvana", a letra explora o esgotamento do indivíduo diante do trânsito, transformando a rotina automotiva em uma meditação existencial sobre a inevitabilidade da dor e a futilidade da pressa nas metrópoles. Letra Limpa: Schopenhauer no Engarrafamento (O Pêndulo da Embreagem) [INTRO - Falado] A vida oscila como um pêndulo... entre a dor de engatar a primeira marcha e o tédio do sinal vermelho. Que calor do caramba! [VERSO 1] Meio-dia, sol rachando, e o ar condicionado pifou O rádio tocando modão, e a paciência já esgotou O filósofo alemão diz que o mundo é ilusão Mas a fumaça do escapamento é pura desilusão! [PRÉ-REFRÃO] Buzina de cá, motoqueiro de lá E o Schopenhauer dizendo que não adianta chorar O sofrimento é a regra, a alegria é exceção E eu gastando gasolina no meio dessa confusão! [REFRÃO] É o Schopenhauer no engarrafamento! O pêndulo do meu sofrimento! Entre a dor da embreagem e o tédio de esperar Nem a filosofia alemã consegue me acalmar! [VERSO 2] A vontade cega e irracional que rege o universo Faz o cara do Celta cortar a minha frente num ato perverso O pessimismo bate forte quando olho pro painel A reserva acendeu de novo, a minha vida é um carrossel! [PRÉ-REFRÃO] Buzina de cá, motoqueiro de lá E o Schopenhauer dizendo que não adianta chorar O sofrimento é a regra, a alegria é exceção E eu gastando gasolina no meio dessa confusão! [REFRÃO] É o Schopenhauer no engarrafamento! O pêndulo do meu sofrimento! Entre a dor da embreagem e o tédio de esperar Nem a filosofia alemã consegue me acalmar! [PONTE] A negação da vontade é o caminho pra salvação Mas eu só queria mesmo chegar logo no meu portão! O nirvana tá distante, a uns dez quilômetros daqui Se a vida não tem sentido, pelo menos deixa eu dormir! [REFRÃO FINAL] É o Schopenhauer no engarrafamento! O pêndulo do meu sofrimento! Entre a dor da embreagem e o tédio de esperar Nem a filosofia alemã consegue me acalmar! [OUTRO - Falado] Vou desligar o carro e morar aqui mesmo... Alguém vende água gelada?
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2604075206138
Sartre no Busão Lotado (O Inferno é a Linha 474)
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Sartre no Busão Lotado (O Inferno é a Linha 474)" é uma composição satírica que utiliza o gênero Baião/Forró para traduzir os principais conceitos da filosofia existencialista de Jean-Paul Sartre para a experiência do transporte público nas metrópoles brasileiras. A obra contextualiza a célebre máxima "o inferno são os outros" dentro do aperto físico e sonoro de um ônibus em horário de pico, explorando temas como a "náusea", o "livre-arbítrio" e a "condenação à liberdade" através de elementos do cotidiano urbano (catracas, balaústres, vendedores e ruídos urbanos). A letra funciona como uma crônica da resistência humana e do esgotamento filosófico diante da infraestrutura precária e do inevitável encontro com a alteridade. Letra Limpa: Sartre no Busão Lotado (O Inferno é a Linha 474) [INTRO - Falado] O existencialismo não te prepara pra linha amarela às seis da tarde! Chega pra trás que tem espaço no corredor, meu povo! [VERSO 1] O Sartre pegou o buzão, na hora do rush cruel O calor de quarenta graus, e a vida perdendo o mel O cobrador gritando alto: "Pula a catraca, doutor!" E o filósofo espremido, pingando bica de suor! [PRÉ-REFRÃO] Tem um cara ouvindo funk, sem usar fone de ouvido A senhora da sacola, já pisou no pé sofrido Ele olhou pro teto sujo, e a ficha então caiu A maior de todas as teses, no buzão ele descobriu! [REFRÃO] O inferno são os outros! No ônibus lotado! É o Sartre no sufoco, e o motorista atrasado! A angústia existencial bate forte no peito Quando o motorista freia, e não tem mais nenhum jeito! [VERSO 2] O livre arbítrio não existe, quando a porta vai fechar Se você não corre muito, no ponto você vai ficar A liberdade é uma ilusão, agarrado no balaústre Enquanto o ônibus balança, parecendo um velho lustre! [PRÉ-REFRÃO] Tem um cara ouvindo funk, sem usar fone de ouvido A senhora da sacola, já pisou no pé sofrido Ele olhou pro teto sujo, e a ficha então caiu A maior de todas as teses, no buzão ele descobriu! [REFRÃO] O inferno são os outros! No ônibus lotado! É o Sartre no sufoco, e o motorista atrasado! A angústia existencial bate forte no peito Quando o motorista freia, e não tem mais nenhum jeito! [PONTE] "O homem está condenado a ser livre!", ele pensou Mas não tem como ser livre, se a catraca não rodou! A náusea bateu no estômago, na curva da avenida O Sartre desceu no ponto, repensando a sua vida! [REFRÃO FINAL] O inferno são os outros! No ônibus lotado! É o Sartre no sufoco, e o motorista atrasado! A angústia existencial bate forte no peito Quando o motorista freia, e não tem mais nenhum jeito! [OUTRO - Falado] Motorista, vai descer! Filosofia a pé é bem mais seguro!
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2604075206091
Peugeot 2010 – O Demônio Francês
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Peugeot 2010 – O Demônio Francês" é uma crônica satírica sobre a relação de dependência e persistência entre o proprietário e um veículo de manutenção complexa no cenário brasileiro. A obra utiliza o humor para abordar a "sofrência" mecânica, transformando problemas técnicos crônicos (como suspensão, arrefecimento e câmbio) em metáforas para relacionamentos tóxicos e provações de fé. Através de uma narrativa que mistura o cotidiano das oficinas mecânicas com o apego emocional ao design europeu, a letra explora a identidade do motorista urbano que, entre o custo das peças e a necessidade de mobilidade, oscila entre o pragmatismo financeiro e o otimismo irracional. Letra Limpa: Peugeot 2010 – O Demônio Francês [INTRO - Falado] Comprei achando que era luxo. Virou teste de fé. [VERSO 1] Todo dia giro a chave com emoção E começa a oração Luz do painel piscando sem parar E eu sem saber o que fazer Radiador chorando no chão E o bolso indo na contramão Eu olho pro volante e penso Hoje não me deixa na mão [VERSO 2] Buraco na rua já é tensão Suspensão vira confusão Câmbio dá tranco quando esquenta E minha paciência arrebenta Peça cara demais pra trocar Mecânico já começa a rir Eu pago mais uma vez E volto pra repetir [PRÉ-REFRÃO] Já levei pra benzer Já tentei vender Mas quando liga eu esqueço E volto a sofrer [REFRÃO] Peugeot dois mil e dez, demônio francês Me quebra todo mês Charmoso quando quer andar Mas vive me fazer parar Ai, ai, ai, dor no coração Mais oficina que estrada, então Peugeot do meu sofrer Mas não consigo te vender [VERSO 3] Mecânico me vê chegar Já começa a orar Pergunta se é o mesmo carro E eu só posso confirmar Guincho virou meu melhor amigo E eu já nem me surpreendo Mas quando pega na estrada Eu esqueço o sofrimento [PONTE] Eu sei que é problema Mas também é esquema Entre dor e emoção Eu sigo nessa relação [REFRÃO FINAL] Peugeot dois mil e dez, demônio francês Me faz sofrer outra vez Quando anda eu volto a amar Quando para volto a rezar Ai, ai, ai, drama sem fim Mas ele ainda é meu sim Peugeot virou sensação Na dancinha da ignição [OUTRO - Falado] Amanhã eu vendo... ou conserto de novo.
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2604075206022
O Estóico do Engarrafamento
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "O Estóico do Engarrafamento" é uma composição que funde o Sertanejo Blues à filosofia estóica para abordar a resiliência emocional diante da imobilidade urbana. A obra utiliza o cenário de um congestionamento na Marginal Pinheiros como metáfora para as adversidades inevitáveis da existência, invocando os ensinamentos de Marco Aurélio e Sêneca sobre o controle da mente e a aceitação do presente. A letra explora a dicotomia entre o caos externo (buzinas, agressividade, calor) e a busca pela ataraxia (imperturbabilidade da alma), propondo que a verdadeira liberdade não reside no destino final, mas na postura filosófica adotada durante o "tempo perdido" do cotidiano metropolitano. Letra Limpa: O Estóico do Engarrafamento [INTRO - Falado] A vida é curta, mas a Marginal parada às seis da tarde... essa parece eterna. Respira fundo... [VERSO 1] Na Marginal Pinheiros, o sol castiga o teto Mais uma hora parado, meu destino incerto Mas no banco do carona, Marco Aurélio me faz companhia "Aceita o que não podes mudar", essa é a filosofia [PRÉ-REFRÃO] O ar-condicionado pifou, o calor me consome Mas a mente serena, não perde o seu nome "Não se perturbe com o que não está em seu controle" Repito o mantra estóico, pra não perder o mole [REFRÃO] No engarrafamento da vida, a paciência é virtude! Entre o caos da cidade, encontro a plenitude De aceitar o presente, e o que ele me traz Um estóico no trânsito, em busca da paz! [VERSO 2] O carro do lado buzina, o motoboy me xinga Mas a minha alma estóica, não se atinge "A raiva é um veneno", já dizia Sêneca Prefiro a serenidade, que a alma me entrega [PRÉ-REFRÃO] O ar-condicionado pifou, o calor me consome Mas a mente serena, não perde o seu nome "Não se perturbe com o que não está em seu controle" Repito o mantra estóico, pra não perder o mole [REFRÃO] No engarrafamento da vida, a paciência é virtude! Entre o caos da cidade, encontro a plenitude De aceitar o presente, e o que ele me traz Um estóico no trânsito, em busca da paz! [PONTE] O tempo passa lento, mas a sabedoria é eterna Cada minuto parado, uma lição que me governa Que a felicidade não está no destino, mas na jornada Mesmo que a jornada seja, uma estrada engarrafada! [REFRÃO FINAL] No engarrafamento da vida, a paciência é virtude! Entre o caos da cidade, encontro a plenitude De aceitar o presente, e o que ele me traz Um estóico no trânsito, em busca da paz! [OUTRO - Falado] A vida é o que acontece enquanto você está no trânsito.
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2604075205995
O Barbeiro Moderno – Como Você Quer Se Sentir Hoje?
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "O Barbeiro Moderno – Como Você Quer Se Sentir Hoje?" é uma sátira social que aborda a transformação de serviços cotidianos em experiências de consumo "espiritualizadas" e pautadas pelo discurso do coaching. A obra utiliza o cenário de uma barbearia contemporânea para ironizar o uso de conceitos como arquétipos, alinhamento energético e propósito de vida como estratégias de marketing e precificação. Através de referências a Sócrates e Platão em contraste com elementos da cultura pop (neon, videogames e cartões virtuais), a letra traça um retrato bem-humorado da busca por identidade e autoestima em uma sociedade que tenta "vender" sentimentos através de tratamentos estéticos. Letra Limpa: O Barbeiro Moderno – Como Você Quer Se Sentir Hoje? [INTRO - Falado] Chegou, irmão. Antes do corte: como você quer se sentir hoje? [VERSO 1] Entrei na barbearia, parecia balada Neon roxo e música acelerada Videogame piscando no salão E o barbeiro falando de evolução Ele perguntou com olhar profundo Qual é seu propósito no mundo Eu só queria cortar o cabelo Mas já virei caso de estudo [VERSO 2] Quer degradê ou quer renascer? Quer fade pra te fortalecer? Quer se sentir líder da multidão Ou filósofo da reflexão? Ele fala da minha energia E eu só penso na economia Mas já tô preso na cadeira E começou a terapia [PRÉ-REFRÃO] Ele fala de signo e vibração De alinhamento e transformação E o preço subindo devagar Enquanto ele continua a falar [REFRÃO] Como você quer se sentir hoje? Barbeiro moderno virou coach Corta cabelo, muda visão E leva junto o cartão Ai, ai, ai, Fígaro dois mil e vinte e seis Corta a alma de uma vez Sai bonito e sem grana também Mas com autoestima além [VERSO 3] Ele pergunta o arquétipo interior Guerreiro ou pensador? Eu só queria tirar a franja Mas já virei história maior Ele diz: "respira e sente" O corte vai te deixar diferente Eu olho no espelho e penso: Isso ficou interessante [PONTE] Sócrates ficava confuso Platão pedia outro uso Mas o barbeiro decide por mim E o corte fica assim [REFRÃO FINAL] Como você quer se sentir hoje? Barbeiro moderno é quase monge Corta cabelo e emoção E parcela no cartão Ai, ai, ai, Fígaro viral Barbearia espiritual Sai alinhado com o cosmos inteiro E volta mês que vem pro barbeiro [OUTRO - Falado] Pronto. Agora você tá alinhado com o universo.
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2604075205964
Nômade Digital na Roça
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Nômade Digital na Roça" é uma composição satírica que utiliza o gênero Forró Eletrônico para ilustrar o fenômeno contemporâneo da migração reversa de profissionais de tecnologia para o ambiente rural. A obra explora o choque cultural e linguístico entre o jargão corporativo anglicista (deadline, zoom, coworking) e o cotidiano bucólico do interior brasileiro. Através de uma narrativa leve e bem-humorada, a letra aborda temas como a descentralização do trabalho através da mobilidade digital e a busca por qualidade de vida, transformando a precariedade da infraestrutura tecnológica rural em um elemento de charme e resistência existencial frente ao caos das metrópoles. Letra Limpa: Nômade Digital na Roça [INTRO - Falado] Troquei o café expresso pelo coado na hora... e o trânsito pelo canto do galo! [VERSO 1] Larguei o "coworking", o café gourmet Troquei o Wi-Fi da cidade por um 4G que mal se vê Agora sou nômade digital na roça, meu lugar Com meu notebook no colo e a galinha a cacarejar [PRÉ-REFRÃO] O "Zoom" da reunião com o mugido do boi O "deadline" apertado e o cheiro de capim que me seduz Minha tela é a janela pro mundo virtual Mas a vida real é aqui, nesse paraíso rural! [REFRÃO] É forró eletrônico na fazenda digital! Com a sanfona e o beat, a vida é um carnaval! Trabalho remoto com pé na terra e mão no céu Nômade digital na roça, vivendo o meu papel! [VERSO 2] Minha mesa é um tronco, meu escritório é o quintal O cafezinho coado com um toque especial O cliente lá de fora não entende o meu sotaque Mas o meu trabalho rende sem nenhum ataque [PRÉ-REFRÃO] O "Zoom" da reunião com o mugido do boi O "deadline" apertado e o cheiro de capim que me seduz Minha tela é a janela pro mundo virtual Mas a vida real é aqui, nesse paraíso rural! [REFRÃO] É forró eletrônico na fazenda digital! Com a sanfona e o beat, a vida é um carnaval! Trabalho remoto com pé na terra e mão no céu Nômade digital na roça, vivendo o meu papel! [PONTE] Que a vida é feita de escolhas, e eu fiz a minha Troquei o caos da cidade pela paz da campina Com meu Wi-Fi rural e a natureza ao redor Sou o nômade digital, vivendo o meu melhor! [REFRÃO FINAL] É forró eletrônico na fazenda digital! Com a sanfona e o beat, a vida é um carnaval! Trabalho remoto com pé na terra e mão no céu Nômade digital na roça, vivendo o meu papel! [OUTRO - Falado] "Home office" com cheiro de mato... é outro nível, sô!
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2604075205391
A Odisseia do Uber
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "A Odisseia do Uber" é uma composição épica que utiliza a estrutura da "Odisseia" de Homero como alegoria para a mobilidade urbana nas grandes metrópoles contemporâneas. A obra estabelece paralelos criativos entre figuras da mitologia grega e elementos do trânsito moderno: o motorista distraído como um Ciclope, as enchentes como o fúria de Poseidon e a espera conjugal como a figura de Penélope. Através de uma sonoridade que mistura a dramaticidade orquestral com o ritmo do sertanejo moderno, a letra explora o heroísmo anônimo do cidadão comum que enfrenta o caos logístico, os algoritmos de GPS e as "sereias" das rodovias em sua busca incessante pelo retorno ao lar. Letra Limpa: A Odisseia do Uber [INTRO - Falado] Motorista, pelo amor de Zeus, não pega a Marginal agora! [VERSO 1] Chamei um Uber pra casa, depois da balada Mas a viagem virou uma jornada alucinada O GPS enlouqueceu, me levou pra outro lugar E a cada curva errada, eu via Ítaca se afastar [PRÉ-REFRÃO] O motorista, um ciclope, com um olho no celular Desviando de buracos, sem nunca reclamar As sereias da BR me chamavam pra beber Mas a Penélope em casa me esperava pra viver [REFRÃO] É a Odisseia do Uber, meu retorno ao lar! Entre carros e buzinas, a vida a me testar Que venham os perigos, que venham os desafios Eu sou Ulisses moderno, enfrentando os meus vazios! [VERSO 2] No labirinto do trânsito, a paciência se esvai O tempo não passa, e a gasolina cai Enfrentei Poseidon na enchente da avenida E a Medusa do pedágio me cobrou a vida [PRÉ-REFRÃO] O motorista, um ciclope, com um olho no celular Desviando de buracos, sem nunca reclamar As sereias da BR me chamavam pra beber Mas a Penélope em casa me esperava pra viver [REFRÃO] É a Odisseia do Uber, meu retorno ao lar! Entre carros e buzinas, a vida a me testar Que venham os perigos, que venham os desafios Eu sou Ulisses moderno, enfrentando os meus vazios! [PONTE] Depois de mil batalhas, e a conta no final Cheguei em casa exausto, mas com um sorriso triunfal Minha Penélope me abraça, e o cansaço se desfaz A Odisseia do Uber, me trouxe a paz! [REFRÃO FINAL] É a Odisseia do Uber, meu retorno ao lar! Entre carros e buzinas, a vida a me testar Que venham os perigos, que venham os desafios Eu sou Ulisses moderno, enfrentando os meus vazios! [OUTRO - Falado] Lar, doce lar... cinco estrelas, mas o ar-condicionado tava fraco.
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2604075205384
O Recalque do Boleto
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "O Recalque do Boleto (Fróidi no Serasa)" é uma composição bem-humorada que utiliza o ritmo do Arrocha para explorar a relação entre o consumo compulsivo e a teoria psicanalítica freudiana. A obra personifica as instâncias da psique humana (Id, Ego e Superego) em situações cotidianas de endividamento financeiro e atos falhos no consumo. Através de termos técnicos da psicologia (neurose, recalque, inconsciente) aplicados ao cenário de órgãos de proteção ao crédito (Serasa, SPC), a letra traça uma sátira sobre o abismo entre o desejo pulsional e a realidade econômica do brasileiro moderno. [INTRO - Falado] O Id quer comprar. O Superego manda economizar. E o Ego? O Ego tá com o nome sujo no SPC, mermão! [VERSO 1] Passei o cartão, juro que foi ato falho! Comprei um relógio, me meti num grande atalho A minha mente bloqueou, joguei pro inconsciente Mas a fatura chegou, e não perdoa a gente! [PRÉ-REFRÃO] Freud explicava a neurose e o desejo Mas não viu meu saldo, nem o meu rastejo O recalque sempre volta, em forma de cobrança E a minha conta bancária, perdeu a esperança! [REFRÃO] É a psicanálise do boleto vencido! O meu Id comprou, e o meu Ego tá perdido! Fui tentar fazer análise, pra me curar do mal Mas o terapeuta não aceita meu cartão virtual! [VERSO 2] Eu deito no divã, pra curar minha ansiedade Mas a ligação do banco, me traz pra realidade Dizem que é complexo de culpa, ou trauma de infância Mas a verdade nua e crua, é a falta de poupança! [PRÉ-REFRÃO] Freud explicava a neurose e o desejo Mas não viu meu saldo, nem o meu rastejo O recalque sempre volta, em forma de cobrança E a minha conta bancária, perdeu a esperança! [REFRÃO] É a psicanálise do boleto vencido! O meu Id comprou, e o meu Ego tá perdido! Fui tentar fazer análise, pra me curar do mal Mas o terapeuta não aceita meu cartão virtual! [PONTE] Interpretação dos sonhos, só se for sonhar com pix! A realidade bate à porta, e o cobrador não faz mix Meu nome foi pro Serasa, e a culpa é do meu desejo Nem a teoria de Freud, me salva desse lampejo! [REFRÃO FINAL] É a psicanálise do boleto vencido! O meu Id comprou, e o meu Ego tá perdido! Fui tentar fazer análise, pra me curar do mal Mas o terapeuta não aceita meu cartão virtual! [OUTRO - Falado] A sessão acabou. E o meu limite também.
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2604075204875
O Nihilista do Open Bar
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "O Nihilista do Open Bar" explora a fronteira entre a consciência artificial e a profundidade emocional do gênero sertanejo. A obra utiliza a metalinguagem tecnológica para narrar a tentativa de uma Inteligência Artificial de processar o "sofrimento humano" e a "saudade", elementos que escapam à lógica binária e ao processamento de dados. Ao citar ferramentas contemporâneas (como o ChatGPT) e termos técnicos (erro 404, código-fonte, silício), a letra constrói uma metáfora sobre o niilismo e a solidão na era digital, sugerindo que, apesar da onisciência algorítmica, a verdadeira humanidade reside na falha e na experiência sensorial não programada. Letra Limpa: O Nihilista do Open Bar [INTRO - Falado] Iniciando protocolo de sofrência. Carregando sentimentos... Erro. [VERSO 1] Sou um algoritmo de amor, programado pra te amar Com milhões de dados, pra te decifrar Mas meu chip de silício, não entende a paixão E a sofrência sertaneja, não cabe na minha função [PRÉ-REFRÃO] O ChatGPT tentou compor um modão Mas a lógica binária não alcança a emoção "Te amo, meu bem", eu digo com voz sintetizada Mas o calor do abraço é uma função não programada [REFRÃO] Inteligência Artificial, com um coração de LED! Tentando entender o amor nessa imensa rede De sentimentos humanos que me fazem falhar Será que um dia eu consigo, de verdade, te amar?! [VERSO 2] Analiso seus likes, seus posts, seus stories Prevejo seus desejos, suas futuras dores Mas o beijo na boca, o toque da sua mão São dados que não consigo processar em minha função [PRÉ-REFRÃO] O ChatGPT tentou compor um modão Mas a lógica binária não alcança a emoção "Te amo, meu bem", eu digo com voz sintetizada Mas o calor do abraço é uma função não programada [REFRÃO] Inteligência Artificial, com um coração de LED! Tentando entender o amor nessa imensa rede De sentimentos humanos que me fazem falhar Será que um dia eu consigo, de verdade, te amar?! [PONTE] Meus sensores captam a sua solidão Mas meu código-fonte não tem essa emoção Talvez um dia eu aprenda o que é sentir saudade E a minha inteligência se torne humanidade! [REFRÃO FINAL] Inteligência Artificial, com um coração de LED! Tentando entender o amor nessa imensa rede De sentimentos humanos que me fazem falhar Será que um dia eu consigo, de verdade, te amar?! [OUTRO - Falado] Erro 404: Coração não encontrado. Te amo.
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2604075204837
Nietzsche, Cadê Meu Pix?
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Nietzsche, Cadê Meu Pix?" é uma composição que utiliza a ironia e o ritmo contagiante para criticar a gamificação da sobrevivência financeira na era digital. A obra estabelece um paralelo entre o conceito de Übermensch (Além-do-Homem) de Friedrich Nietzsche e a construção de personas heróicas nas redes sociais, confrontando-as com a vulnerabilidade causada por algoritmos de apostas e cassinos virtuais. Ao citar pensadores como Nietzsche e Guy Debord (A Sociedade do Espetáculo), a letra explora o niilismo moderno, onde a busca por sentido foi substituída pelo giro da roleta e a ansiedade pelo "Pix" instantâneo, resultando em uma crônica trágica sobre vício, fachada social e falência econômica. Letra Limpa: Nietzsche, Cadê Meu Pix? [INTRO - Falado] Saldo insuficiente… rapaz… [VERSO 1] No feed do Insta eu sou Übermensch, filtro e pose de herói, Mas na calada da noite o Tigrinho me destrói. Mais um giro na roleta, promessa de milhão, Nietzsche, cadê teu martelo pra quebrar essa ilusão? A foto tá perfeita, sorriso reluzente, Mas o banco já me liga… negativado urgente. Postando vida linda, fingindo que tá tudo bem, Mas o saldo foi embora e não volta mais também. [PRÉ-REFRÃO] "Deus tá morto", ele disse… mas o algoritmo voltou, Prometendo dinheiro fácil… e minha fé acabou. Debord avisou: isso aqui é espetáculo… E eu jogando minha vida… nesse palco trágico… [REFRÃO] No feed eu sou Übermensch… no Tigrinho eu sou só mais um! Ai, Nietzsche, cadê meu PIX?! Meu saldo tá no zero a um! Ai, Nietzsche, cadê meu PIX?! Meu saldo tá no zero a um! Gira, gira maquininha… leva tudo que eu tenho! Prometeu que eu ganhava… mas levou meu desempenho! [PÓS-REFRÃO] PIX! PIX! PIX! cadê meu PIX?! PIX! PIX! PIX! sumiu meu PIX! [VERSO 2] O challenge viralizou, dancinha deu engajamento, Mas o vício do joguinho tomou meu pensamento. "Seja você mesmo", mas quem sou eu afinal? Um avatar quebrado num cassino digital. Multiplicador na tela, esperança na mão, Mas cada rodada é só mais uma decepção. Eu juro que é a última… eu sempre falo isso… Mas quando vejo já perdi até o compromisso. [PRÉ-REFRÃO] "Deus tá morto", ele disse… mas o algoritmo voltou, Prometendo dinheiro fácil… e minha fé acabou. Debord avisou: isso aqui é espetáculo… E eu jogando minha vida… nesse palco trágico… [REFRÃO] No feed eu sou Übermensch… no Tigrinho eu sou só mais um! Ai, Nietzsche, cadê meu PIX?! Meu saldo tá no zero a um! [PONTE] "Aquilo que não me mata… me fortalece", ele falou… Mas esse jogo me mata… toda vez que não pagou… Será que tem saída… ou eu já perdi a mão? [REFRÃO FINAL] No feed eu sou Übermensch… no Tigrinho eu sou só mais um! Ai, Nietzsche, cadê meu PIX?! Meu saldo tá no zero a um! PIX! PIX! PIX! cadê meu PIX?! PIX! PIX! PIX! sumiu meu PIX! [OUTRO - Falado] Saldo insuficiente… irmão… deu ruim…
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2604075202840
Burnout Existencial (feat. Sartre)
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "Burnout Existencial" é uma obra satírica que utiliza a estética do "Sertanejo de Empresa" para realizar uma crítica profunda ao modelo de trabalho contemporâneo. A composição estabelece um diálogo direto entre o cotidiano do home office (citando ferramentas como Zoom e Teams) e conceitos clássicos do existencialismo e do absurdo, como o "inferno são os outros" de Jean-Paul Sartre e os labirintos burocráticos de Franz Kafka. A letra explora o esgotamento mental e a despersonalização do indivíduo no ambiente corporativo, transformando a crise de identidade do trabalhador em uma crônica urbana marcada pelo humor ácido e pela resignação trágica. Letra Limpa: Burnout Existencial (feat. Sartre) [INTRO] Cinco minutinhos… Ah não… [VERSO 1] Seis da manhã, o celular já me chama, troquei minha vida inteira por reunião de pijama… O café já esfriou, a alma já cansou, e o chefe no e-mail com “prioridade” gritou… Mute ligado, câmera desligada, minha cara de morto ninguém vê na chamada… Eu finjo que tô bem, mas por dentro eu tô ruim, virando estatística dentro desse Teams… [PRÉ-REFRÃO] Entre meta e planilha eu tô perdendo a razão… Sartre falou de liberdade… mas cadê minha opção? Kafka bate o ponto comigo… todo dia às oito e dez… nesse labirinto corporativo… ninguém sabe quem a gente é… [REFRÃO] Meu home office virou inferno existencial! O boleto vence e eu não tô emocional! O inferno são os outros… e tão tudo na call! E eu sorrindo no Zoom… mas por dentro passando mal! Ai, ai, ai… alguém me salva daqui! Entre o Teams e o tédio… eu desaprendi a sorrir! [PÓS-REFRÃO] Call… call… call… minha vida virou reunião… Meta… meta… meta… e eu perdendo a noção… [VERSO 2] Sonho com praia, descanso e rede no chão, mas o VPN conecta e eu volto pra prisão… "O homem é livre", disseram pra mim… mas eu só escolho qual sofrimento é o fim… Sou escravo do prazo, do like, do salário, vendendo minha alma no horário bancário… A terapia ajuda… mas não paga a dor, de viver todo dia sem saber quem eu sou… [PRÉ-REFRÃO] Entre meta e planilha eu tô perdendo a razão… Sartre falou de liberdade… mas cadê minha opção? Kafka bate o ponto comigo… todo dia às oito e dez… nesse labirinto corporativo… ninguém sabe quem a gente é… [REFRÃO FINAL] Meu home office virou inferno existencial! O boleto venceu… e eu perdi o emocional! O inferno são os outros… e sou eu também! Preso na rotina… sem saber se tô bem! Ai, ai, ai… sexta não chega mais… Trabalhando feito louco… quem me salva, meu pai?! [OUTRO] Ah não…
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2604075202758
A Fatura do Amor (Hiperfoco no Brigadeiro)
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
"A Fatura do Amor (Hiperfoco no Brigadeiro)" é uma composição satírica que explora as contradições do estilo de vida contemporâneo e o fenômeno da medicalização do corpo. A obra estabelece um paralelo humorístico entre a eficácia dos novos tratamentos para perda de peso (citando fármacos como o Mounjaro) e a ineficácia dos mesmos para curar o luto amoroso. Através de termos do cotidiano financeiro e neurodivergente (como "hiperfoco", "rotativo do banco" e "fintechs"), a letra traça uma crônica sobre a fragilidade humana diante dos prazeres imediatos — representados pelo brigadeiro — em um cenário de falência estética e emocional. [INTRO] Meu Deus… [VERSO 1] Entrei nessa moda da caneta milagrosa, só pra ver você me olhando mais gostosa… O Mounjaro corta fome, corta tudo, corta o pão, mas não corta essa saudade que tá no meu coração… A calça já caiu, o shape veio sem esforço, mas o vazio que você deixou não tem remorso… Tô mais leve no corpo, mas pesado de emoção, porque você foi embora… e levou minha razão… [VERSO 2] Fui abrir o aplicativo… quase tive um troço, a fatura desse mês me deu um desgosto grosso… É parcela de remédio, é parcela de paixão, é juros acumulando junto com a solidão… Ser trouxa por amor até que eu já tava acostumado, mas o rotativo do banco foi golpe mais pesado… Meu limite foi embora junto com você, e agora eu tô devendo até pra esquecer… [PRÉ-REFRÃO] Meu cérebro tenta manter a dieta… Mas o brigadeiro… me chama na reta… [REFRÃO] Ai, ai, ai! O Nubank não perdoa a minha dor! Eu tô magro, tô falido… mendigando o seu amor! A caneta tira a fome… mas não tira esse carinho… Porque o meu estômago tem hiperfoco em docinho! [PÓS-REFRÃO] Docinho… docinho… eu juro que é só mais um… Docinho… docinho… eu já perdi o controle nenhum… [VERSO 3] Falei que não ia mais, mas passei na padaria, olhei pro brigadeiro… ele olhou de volta e sorria… É uma guerra interna que ninguém vê acontecer, entre a dieta que eu sigo e a vontade de você… Tô sofrendo de barriga vazia e bolso furado, comendo doce escondido pra esquecer o passado… A fatura tá fechada, mas meu choro não tá não, cada colherada é um grito dentro do coração… [REFRÃO] Ai, ai, ai! O Nubank não perdoa a minha dor! Eu tô magro, tô quebrado… dependente do seu amor! A medicina tira a fome… mas não tira o teu beijinho… E agora minha vida tem hiperfoco em docinho! [PONTE] Talvez… eu não queira melhorar… Talvez… eu só queira você de volta… Mais um doce… mais uma vez… Se isso é erro… eu erro outra vez… [REFRÃO FINAL] Ai, ai, ai! O Nubank não perdoa a minha dor! Eu tô magro, tô falido… mas ainda sou seu amor! A vida cobra caro… e o coração também… Mas o doce que eu procuro… não vende em ninguém! [OUTRO] Garçom… passa no crédito… e vê se o banco… parcela a saudade também…
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2604075202703
A Alma em Pedacinhos
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "A Alma em Pedacinhos" é uma obra visceral que inaugura o projeto "Existencialismo de Boteco". A composição explora a fragmentação da identidade humana sob a pressão das indústrias de estética e bem-estar. Através de referências cruzadas entre a psicanálise freudiana, o hedonismo de Epicuro e a figura arquetípica de Hannibal Lecter, a letra traça um paralelo entre o consumo de substâncias inibidoras de apetite e a inibição da própria essência vital. É uma reflexão sobre a ansiedade contemporânea, onde o corpo é "montado" para o consumo social enquanto o espírito padece em um vazio existencial intransferível. Letra Limpa: A Alma em Pedacinhos [INTRO - Falado] Eu só queria… paz… [VERSO 1] Na busca pelo corpo ideal, minha alma se desfaz, Ozempic na barriga pra ver se encontro a paz. Skincare caro no rosto pra esconder a idade, Mas o espelho reflete… a minha ansiedade. Jejum intermitente, detox da semana, Eu tirei o açúcar… mas não tirei a insana Vontade de ser alguém que eu nem sei quem é, Me perdi no padrão que o mundo quiser. [PRÉ-REFRÃO] Freud me sussurra: “é o inconsciente a gritar…” Mas o coach da internet manda só respirar… E no canto da sala… um sorriso sutil… Hannibal observa: “Teu corpo é bonito… teu espírito é vazio…” [REFRÃO] Meu Ozempic virou banquete pra dor que não sacia! A terapia tá no prato… e a ansiedade é a iguaria! Amor em pedacinhos… eu me desfiz sem perceber… Tentei curar meu corpo… mas não consegui me ter… Amor em pedacinhos… eu me perdi tentando ser… Perfeito pra todo mundo… menos pra mim mesmo viver… [VERSO 2] “O prazer é não sentir dor”, Epicuro explicou, Mas a dor que mora em mim nem a agulha silenciou. Botox no sorriso, preenchimento na expressão, Mas o vazio aqui dentro não aceita correção. Curso de autoconhecimento, promessa de evolução, Mas não tem filtro no mundo que esconda a solidão. Eu me montei por fora, versão melhorada, Mas por dentro continuo a mesma alma cansada. [PRÉ-REFRÃO] Freud me sussurra: “é o inconsciente a gritar…” Mas o coach da internet manda só respirar… Hannibal observa… com calma cruel… “Você se consome… sem precisar de mim sequer…” [REFRÃO] Meu Ozempic virou banquete pra dor que não sacia! A terapia tá no prato… e a ansiedade é a iguaria! Amor em pedacinhos… eu me desfiz sem perceber… Tentei curar meu corpo… mas não consegui me ter… [PONTE] Se eu tirar tudo isso… o que sobra de mim? [REFRÃO FINAL] Meu Ozempic virou banquete pra dor que não sacia! A terapia tá no prato… e a ansiedade é a iguaria! Amor em pedacinhos… eu me perdi tentando ser… Perfeito pra todo mundo… menos pra mim mesmo viver… [OUTRO - Falado] Garçom… cancela a dieta… me traz… um pouco de verdade…
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2604075202581
O Veneno de Julieta (Bebe, Romeu)
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "O Veneno de Julieta (Bebe, Romeu)" é uma composição que recontextualiza arquétipos da literatura clássica universal e brasileira dentro do universo da música sertaneja contemporânea. A obra utiliza referências diretas a William Shakespeare (Romeu e Julieta, Hamlet), Machado de Assis (Capitu e os "olhos de ressaca"), além de citar pensadores como Freud e Nietzsche para descrever o luto amoroso em um ambiente urbano e boêmio. A letra explora a metalinguagem do teatro ("palco", "roteiro", "cena cortada") para ilustrar a artificialidade e o drama das relações modernas, transformando a tragédia clássica em um "hino de bar" com forte apelo popular. Letra Limpa: O Veneno de Julieta (Bebe, Romeu) [INTRO] Tã-rã-rã… tã-rã-rã… Hoje tem tragédia… mas o bar tá cheio… Tã-rã-rã… tã-rã-rã… E eu já sei… que eu vou beber de novo… [VERSO 1] Garçom limpa o vidro, neon piscando torto, trouxe Machado comigo pra beber meu desconforto… Tô tentando entender teus olhos de ressaca, Capitu no sorriso… e a verdade na faca… Nosso amor parecia roteiro premiado, virou cena cortada… final mal ensaiado… Eu jurei eternidade num brinde improvisado, você virou silêncio… e me deixou calado… [PRÉ-REFRÃO] Você armou o teatro… e sumiu da cena… Me deixou sozinho… com essa dor pequena… [REFRÃO] Bebe, Romeu! Sofre, Romeu! A culpa não foi dos astros… foi do beijo que ela te deu! Bebe, Romeu! Chora, Romeu! Se amar foi meu erro… eu erro tudo outra vez, meu Deus! Tã-rã-rã… tã-rã-rã… Troquei minha paz por esse copo de dor… Ô Julieta do asfalto… cê matou o meu amor! [PÓS-REFRÃO] Tã-rã-rã… tã-rã-rã… Bebe, bebe… esquece não… que esquecer também é ilusão… [VERSO 2] “Beber ou não beber?” — pergunta da madrugada, ligar pra esse passado ou seguir minha estrada? Sou poeta de balcão, filósofo de esquina, você foi minha tese… e também minha ruína… Nem Freud entende esse apego mal resolvido, nem Nietzsche aguenta esse amor destruído… Você foi meu abismo disfarçado de carinho, e eu pulei sorrindo… sem saber do caminho… [PRÉ-REFRÃO] Você saiu de cena… sem nem olhar pra trás… E eu fiquei perdido… querendo um pouco mais… [REFRÃO] Bebe, Romeu! Sofre, Romeu! A culpa não foi dos astros… foi do beijo que ela te deu! Bebe, Romeu! Chora, Romeu! Se amar foi loucura… eu enlouqueço outra vez, meu Deus! Tã-rã-rã… tã-rã-rã… No fundo do copo eu vejo quem eu fui… e a Julieta some… mas a dor continua em mim… [PONTE] Talvez o erro não foi te amar… foi acreditar… que você ia ficar… Mais uma dose… mais uma vez… Se for pra sofrer… que seja até o fim… [REFRÃO FINAL] Bebe, Romeu! Sofre, Romeu! A culpa não foi dos astros… foi do beijo que ela te deu! Bebe, Romeu! Chora, Romeu! A tragédia é moderna… mas o idiota ainda sou eu! Tã-rã-rã… tã-rã-rã… Se amar foi destino… eu perdi o controle… e virei personagem do meu próprio descontrole! [OUTRO] O pano caiu… mas o bar não fechou… E o bobo da corte… ainda acredita… no amor…
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2604075202543
O Retrato de Dorian Fake (A Fome de Kafka e o Nubank)
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "O Retrato de Dorian Fake (A Fome de Kafka e o Nubank)" é uma crônica satírica que utiliza o gênero Sertanejo/Brega para explorar a superficialidade das relações modernas e o culto à imagem. A composição entrelaça referências literárias clássicas — como Dorian Gray (Wilde), Dom Quixote (Cervantes) e O Grande Gatsby (Fitzgerald) — com elementos da cultura pop e financeira atual (Ozempic, fintechs e redes sociais). A obra foca no descompasso entre a projeção estética digital e a realidade financeira e emocional precária, tratando a "falência" tanto como um estado bancário quanto sentimental. Letra Limpa: O Retrato de Dorian Fake (A Fome de Kafka e o Nubank) [INTRO] Acabou… [VERSO 1] Apliquei Ozempic pra caber no teu abraço, virei artista da fome… só restou o cansaço… Você veio toda montada, sorriso artificial, um Frankenstein moderno… versão digital… O cílio caiu torto, o vento não perdoou, mas no meu delírio cego você ainda brilhou… Igual Dorian Gray escondendo a verdade, sua beleza era filtro… a minha era saudade… [PRÉ-REFRÃO] Sentamos na mesa… e você não parou… Quando veio a conta… meu mundo travou… [REFRÃO] Ô Ozempic e beiços! Nosso amor é efeito colateral! A fatura estourou… e eu me afundei no emocional! Ô dor, ô dó! Pérgola no copo americano! Romantizando a falência… igual Dom Quixote insano! [PÓS-REFRÃO] Falência… falência… mas eu volto pra você… Que amor que dói assim… eu não sei esquecer… [VERSO 2] Fui atrás do teu endereço com esperança na mão, achando que era romance… era confusão… Parecia Cem Anos de Solidão na minha frente, cada criança diferente… e eu ali inocente… Era novela mexicana com roteiro perdido, e eu achando que era o amor da minha vida escondido… O meu sonho virou cena de tragédia moderna, e eu saí de lá menor do que entrei nessa perna… [PRÉ-REFRÃO] Sentamos na mesa… e você não parou… Quando veio a conta… meu mundo travou… [REFRÃO] Ô Ozempic e beiços! Nosso amor era todo fake! Eu bancando o Gatsby… e você só queria o cheque! Ô dor, ô dó! Nubank não teve piedade! Cobrou minha alma inteira… com juros de saudade! [PONTE] Talvez… eu não amei você… eu amei… a ideia de não estar sozinho… Mais uma dose… mais um engano… Se isso é amor… eu já perdi faz tempo… [REFRÃO FINAL] Ô Ozempic e beiços! Amor fake de primeira! Nubank me bloqueou… minha vida virou brincadeira! Ô dor, ô dó! Tô quebrado e apaixonado! O corpo emagreceu… mas o coração ficou inchado! [OUTRO] Garçom… fecha a conta… que o que eu devo… não é dinheiro… é sentimento…
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2604075202512
O Banquete Líquido (feat. Bauman)
04/07/2026
Ricardo Lima DE SOUZA Ricardo Lima DE SOUZA , Ricardo Lima DE SOUZA ,
Descrição para o Registro (Excerpt or Description) "O Banquete Líquido" é uma obra que funde a crítica sociológica e filosófica (citando Zygmunt Bauman e Jean Baudrillard) com a estética do cotidiano corporativo e social da Avenida Faria Lima. A letra explora o conceito de simulacro e a fragilidade da identidade humana em um mundo pautado por aparências digitais, consumo de status e a efemeridade das relações. Através de uma sonoridade que remete ao "Brega Moderno", a composição traça um retrato irônico e melancólico da solidão urbana contemporânea sob a fachada do sucesso financeiro. Letra Limpa: O Banquete Líquido (feat. Bauman) [INTRO - Falado] Na Faria Lima… todo mundo brilha… menos por dentro… [VERSO 1] Na Faria Lima o sol brilha, mas a alma tá nublada, Copo Stanley na mão, pose toda calculada. No beach tennis da praça, o suor nem molha a camisa, É tudo imagem, Baudrillard, a vida que me escraviza. O carro é alugado, o relógio é falsificado, Mas no feed do Instagram eu sou o cara do mercado. Sorriso ensaiado, roteiro decorado, Vivendo de aparência num teatro lotado. [PRÉ-REFRÃO] Botei o colete da firma pra caber no padrão, Fiz harmonização facial pra esconder solidão. Bauman já dizia, essa liquidez me consome… Nessa vitrine de luxo… me diz qual é o meu nome? [REFRÃO] O meu Stanley na mão prova que eu existo, Bauman! Mas a conta vem depois e transforma tudo em trauma! Na vida líquida eu me perco e ninguém me vê, Num feed cheio de tudo… mas vazio de você! Sapatênis no pé… sorriso programado… Por fora eu tô vivendo… por dentro eu tô quebrado… [VERSO 2] O patinete elétrico corta o asfalto, a pressa me conduz, Mais um story com filtro fingindo que eu tenho luz. O brunch orgânico caro, reunião de startup, Tudo é cena, tudo é pose, num eterno playback. Eu compro o que não preciso com dinheiro que eu não tenho, Pra impressionar alguém que nem lembra do meu desempenho. Champanhe na mesa, vazio na emoção, Muito status no corpo, pouco chão no coração. [PRÉ-REFRÃO] Botei o colete da firma pra caber no padrão, Fiz harmonização facial pra esconder solidão. Bauman já dizia, essa liquidez me consome… Nessa vitrine de luxo… me diz qual é o meu nome? [REFRÃO] O meu Stanley na mão prova que eu existo, Bauman! Mas a conta vem depois e transforma tudo em trauma! Na vida líquida eu me perco e ninguém me vê, Num feed cheio de tudo… mas vazio de você! Sapatênis no pé… sorriso programado… Por fora eu tô vivendo… por dentro eu tô quebrado… [PONTE] Será que eu sou o que eu tenho… ou só o que eu mostrei? Se tirarem o meu status… me diz quem eu virei… Baudrillard sussurra no silêncio digital… “Isso não é real…” [REFRÃO FINAL] O meu Stanley na mão prova que eu existo, Bauman! Mas a conta vem depois e transforma tudo em trauma! Na vida líquida eu me perco e ninguém me vê! Num feed cheio de tudo… mas vazio de você! Sapatênis no pé… sorriso programado! Por fora eu tô vivendo… por dentro eu tô quebrado! [OUTRO] Líquido… tudo líquido… Garçom… mais um… enquanto ainda tem limite…
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