O Pescador e o Gigante
Era uma ilha esquecida pelo mundo. Um pedaço de terra perdido no mar, onde o tempo parecia dormir. Nela, vivia um pescador velho, de pele queimada de sol e olhos cansados, mas ainda cheios de sonhos.
Naquela manhã, ele partiu cedo. O mar estava calmo, o céu limpo. Sentia no coração que aquele seria um dia especial. E foi.
Ao longe, avistou um vulto enorme sob as águas. Um peixe gigantesco, com escamas que brilhavam como ferro molhado. Nunca tinha visto algo igual.
Movido por uma mistura de medo e desejo, lançou suas redes com todas as forças. Lágrimas lhe escorriam dos olhos sem motivo aparente. Era como se algo dentro dele reconhecesse aquele ser, mesmo sem nunca tê-lo visto.
Horas depois, o peixe jazia sobre seu barco, respirando com dificuldade. O pescador chorava e sorria. Levou-o para casa, não apenas como alimento, mas como troféu. Um monumento ao seu último grande feito.
Mas ao abrir o peixe para limpá-lo, encontrou algo. Um corpo. Pequeno. Envolto por uma membrana branca. Meio humano, meio outra coisa. E então tudo mudou.
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