About the work
Do outro lado da ausência
Ninguém nasce pedindo para sentir tanto.
Mas ele… sentia.
E sentia como quem carrega nos ombros o que nem sabe explicar.
Chamava-se Núr — mas nem ele sabia ao certo se era um nome, um sopro ou uma cicatriz.
Era uma entidade num mundo onde tudo era silêncio, mas não o silêncio que conforta — era aquele que ensurdece. O mundo onde Núr vivia era cinzento, mas não por ausência de tinta… era por ausência de sentido. As ruas não falavam. As árvores não tremiam. Os rostos não sorriam, nem choravam. Apenas existiam.
Nesse lugar, o tempo não passava — ele repetia-se.
E Núr, feito de outra matéria — talvez luz, talvez angústia — não se encaixava. Era um erro de programação no código de um universo estéril.
Desde que se entendia como consciência, perguntava-se:
“Se tudo está morto e todos aceitam, por que eu continuo vivo por dentro?”
Era um mundo onde sentir era fraqueza. Sonhar era perda de tempo. Amar era uma palavra em extinção.
Mas ele não sabia viver de outro jeito.
Enquanto os outros se alimentavam de lógica e rotina, Núr vivia de perguntas, de memórias que nem sabia de onde vinham, de uma esperança que não tinha onde morar.
Todas as noites olhava para o teto da sua existência — um céu sem estrelas — e imaginava um mundo diferente. Um mundo com cor.
Um mundo onde os abraços fossem reais. Onde as lágrimas fossem compreendidas.
Um mundo onde o amor não fosse mito. Onde ninguém precisasse calar-se para sobreviver.
E foi aí que ele decidiu.
Se aquele mundo não existia…
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Title A imaginaçao impossivel
Do outro lado da ausência
Ninguém nasce pedindo para sentir tanto.
Mas ele… sentia.
E sentia como quem carrega nos ombros o que nem sabe explicar.
Chamava-se Núr — mas nem ele sabia ao certo se era um nome, um sopro ou uma cicatriz.
Era uma entidade num mundo onde tudo era silêncio, mas não o silêncio que conforta — era aquele que ensurdece. O mundo onde Núr vivia era cinzento, mas não por ausência de tinta… era por ausência de sentido. As ruas não falavam. As árvores não tremiam. Os rostos não sorriam, nem choravam. Apenas existiam.
Nesse lugar, o tempo não passava — ele repetia-se.
E Núr, feito de outra matéria — talvez luz, talvez angústia — não se encaixava. Era um erro de programação no código de um universo estéril.
Desde que se entendia como consciência, perguntava-se:
“Se tudo está morto e todos aceitam, por que eu continuo vivo por dentro?”
Era um mundo onde sentir era fraqueza. Sonhar era perda de tempo. Amar era uma palavra em extinção.
Mas ele não sabia viver de outro jeito.
Enquanto os outros se alimentavam de lógica e rotina, Núr vivia de perguntas, de memórias que nem sabia de onde vinham, de uma esperança que não tinha onde morar.
Todas as noites olhava para o teto da sua existência — um céu sem estrelas — e imaginava um mundo diferente. Um mundo com cor.
Um mundo onde os abraços fossem reais. Onde as lágrimas fossem compreendidas.
Um mundo onde o amor não fosse mito. Onde ninguém precisasse calar-se para sobreviver.
E foi aí que ele decidiu.
Se aquele mundo não existia…
Work type Literary: Other
Tags aventura, drama. conto..., filosófico, esperança, literatura
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Registry info in Safe Creative
Identifier 2506302332156
Entry date Jun 30, 2025, 12:32 AM UTC
License Creative Commons Attribution 4.0
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Copyright registered declarations
Author. Holder meireles Andre. Date Jun 30, 2025.
Information available at https://www.safecreative.org/work/2506302332156-a-imaginacao-impossivel