Após viver durante vinte anos em Cidade de Deus, Paulo Lins, protagoniza esse espaço, porém, o que ganha visibilidade não são os trabalhadores, mas os que vivem na criminalidade ou em torno desta. Interessante que essa visibilidade é dada às personagens masculinas, que parece refletir a imposição machista do homem. A proposta apresentada aqui visa a observar os aspectos que emanam as ameaças que circundam a personagem Inferninho, “ora bandido, ora malandro”, a violência e o laço sanguíneo que o torna vulnerável ante a afinidade e vergonha ao deparar-se com presença do irmão Ari, “personagem-travestida” do livro Cidade de Deus (2002). “Cidade de Deus” é uma história de guerra. Não apenas a guerra da periferia carioca, mas uma constante disputa de poder, ascensão social e dinheiro. É fruto de uma exaustiva pesquisa, a qual enfatiza um conjunto habitacional que resume uma favela como símbolo da sociedade carioca e sociedade brasileira.
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