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Engano
11/01/2012
(Foto: André L. Soares)
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ENGANO
(Patrícia Neme)
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Eu te percebo em vôo errante e vago,
cortejas flores, rondas os canteiros.
Perdido em cores, bebes, trago a trago,
orvalho e néctar, vãos e derradeiros.
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Beijas a rosa, no cravo um afago...
Mas teus carinhos não são verdadeiros.
Teu rastro fala de dor e de estrago,
dos sonhos mortos... Todos passageiros!
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Teus passos são volúveis, causam dano,
motivam pranto, angústia, desengano,
desfolhas vidas, sem pena, sem dó.
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Tanta aridez... O que
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